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Dicionário de Yoga
Aos pouco estamos construindo nosso manual de consulta embasado nos livros de Pedro Kupfer. Confira os conceitos da letra A, B, C e D!
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Pronúncia do Sânscrito:
a - aberta, curta, como em tatu
aa - aberta, longa, como arte
A
ACHARYA - masc. Praticante entusiasta
AGNI - Fogo digestivo
AHIMSÁ – Não-violência. Um dos cinco yamas ou preceitos de conduta do Yoga de Patanjali.
ÁJÑA CHAKRA – O chakra do comando situa-se no intercílio.
ANÁHATA CHAKRA – Centro de captação de bioenergia localizado no plexo cardíaco
ÁNANDA – Bem-aventurança, felicidade suprema.
AÑJALI – saudar, elevar. Nome do mudrá com as palmas unidas frente ao peito.
ANTARANGA – Técnicas internas, nome utilizado por Patanjali para designar as tês últimas etapas do Yoga: concentração, meditação e iluminação.
APÁNA – Alento vital que controla os processos de excreção e expulsão, aliviando o organismo de elementos desnecessários.
APARIGRAHA – Não possessividade, desapego: um dos cinco yamas do Yoga Clássico.
ARJUNA – Jovem príncipe guerreiro e protagonista de um episódio do épico Mahabhárata e da Bhagavad Gítá.
ÁSANA – Exercícios do Yoga, definidos por Patanjali como firmes e agradáveis.
ÁSHRAM - Comunidade de praticantes de Yoga.
ASHTANGA – Que está dividido em oito partes ou membros.
ASHTANGA YOGA – Yoga de Patanjali, este estilo tem oito etapas, cada qual com um objetivo definido.
ASTEYA – Um dos cinco yamas que significa não roubar ou invejar conquistas de outrem.
ÁTMAN - Alma, princípio auto-organizador do ser.
AVIDYÁ – Não saber, ignorância metafísica
AYÁMA – Expansão, extensão.
AYURVEDA – Ayus, vida e Veda, ciência, conhecimento. Sistema de medicina baseado no conhecimento védico.
B
BANDHA – ligar, fixar. Fecho. Contrações de plexos, nervos, órgãos e glândulas, que funcionam como interruptores do fluxo energético do organismo. Quatro são de capital importância: jalándhara, uddiyana, múla e jíhva bandha.
BHAGAVAD GITA – poema épico composto no terceiro milênio a.C. e transcrito no século II d.C., inserido no Mahabhárata, em forma de diálogo entre Krishna e Arjuna. Arjuna é o Hamlet indiano, jovem príncipe guerreiro que se recusa a entrar em combate contra pessoas do seu próprio sangue. Vishnu-Krishna ensina-lhe a viver de acordo com a lei universal (karma), transmitindo-lhe os fundamentos filosóficos de três sistemas de Yoga: Karma Yoga, Jñana Yoga e Bhakti Yoga.
BHAJAN – cânticos devocionais.
BHAKTI YOGA – ramo de Yoga baseado na devoção. A devoção, já seja dirigida a Shiva, Shaktí nas suas mais diversas formas ou Vishnu, cria suas próprias formas de culto. Os textos do Bhakti Yoga são os Ágamas e os Tantras.
BHÁRATA – nome original da Índia. Literalmente, significa homem ou ainda irmão. Possui a mesma raiz etimológica que brother, em inglês.
BHASTRIKÁ – fole, o pranayama da respiração acelerada. Este respiratório produz uma oxigenação muito mais intensa que todos os outros, limpa os pulmões e as vias respiratórias e é altamente energizante e vitalizante, eliminando o cansaço e a depressão.
BIJA MANTRA – som, semente. Mantras monossilábicos que ativam os centros de força quando são devidamente estimulados através da repetição, em voz alta, em um sussurro ou mentalmente. Os sons-semente dos seis principais chakras (a partir do chakra básico) sao Lam, Vam, Ram, Yam, Ham e Om.
BRAHMA, BRAMAN – a alma suprema do universo, da qual todos os seres e objetos emanam.
BRAHMÁ – o incomensurável. Na mitologia, o primeiro deus da tríade hindu, sendo os outros dois Vishnu e Shiva. Brahmá é chamado Prajapati, pai e Senhor das Criaturas.
BRAHMACHARYA – servidor de Brahmá. Continência, celibato. Um dos cinco yamas do Raja Yoga.
BRAHMÁMUHURTA – O melhor horário para fazer Yoga, a partir das quatro horas da manhã, quando a consciência está mais predisposta e firme.
BRAHMAN – nas Upanishads, o mesmo que Purusha, o Ser, a Consciência Suprema.
BUDDHA – acordado, desperto.
CHAKRA – centro de captação, armazenamento e distribuição de prana no corpo. Literalmente, chakra significa roda, disco ou círculo. O corpo funciona como um receptor de prana cósmico, captando energia do ambiente através dos chakras. Estes centros também recebem o nome de padma ou lótus. Há sete centros principais, que são: muladhara, swadhisthana, manipura, anahata, vishuddha, ajña e sahasrara chakra.
CHAKSHU DHAUTI – exercício de purificação dos olhos, ablução.
CHANDOGYA – uma das principais Upanishads do Yoga, associada ao Sama Veda. Trata sobre o mantra sagrado Om e seus significados, a respiração, o gayatri mantra, a natureza da alma, expõe os princípios do pratyahara, a abstração dos sentidos e ainda satiriza os rituais dos sacerdotes védicos
CHANDRA – Lua. Outro nome de idá nádi, o canal prânico de polaridade negativa, que inicia no centro do corpo sutil, o kanda, na altura do abdome, abaixo do umbigo e termina na narina esquerda.
CHELA – discípulo.
CHIN – compreensão, conhecimento, nome de um mudrá usado para fazer pranayama e meditação.
CHITTA – corpo consciente, psiquismo, pensamento, intelecto.
D
DAKSHINAMURTI – manifestação de Shiva como mestre de Yoga.
DARSHANA – nome genérico das seis escolas filosóficas do hinduísmo, que explicam o sentido da existência do ser humano e do Cosmos. Há seis darshanas, que formam três pares complementares: Nyaya e Vaisheshika; Yoga e Samkhya; Mimansa e Vedanta. Em cada par de darshanas, uma parte estuda a realidade e a outra parte, a forma de chegar nela. Assim, o Vaisheshika, o Samkhya e o Vedanta observam as leis que regem a matéria e o espírito, enquanto que o Nyaya, o Yoga e o Mimansa são os métodos práticos e experimentais para ter visão da realidade.
DEVA – ser de luz, deus.
DEVI – deusa, rainha, nome de Durga ou Sarawati
DHARANA – concentração em um só ponto. Técnica que tem o objetivo de limitar a atividade mental apenas ao interior do objetivo comtemplado.
DHARMA – retidão, justiça
DHAUTI – grupo de técnicas de purificação das mucosas e dos órgãos internos.
DHYANA – meditação. Técnica que consiste em deter as turbulências da consciência através da sua saturação na contemplação de um objeto determinado, até saturá-la com esse objeto.
DRISHTI – técnicas de fixação ocular utilizadas para facilitar a prática de exercícios respiratórios ou meditação.
DUHKHA – dor, miséria existencial, mediocridade, conformismo, fraqueza.
E
EKA - O número 1. Singular, excelente, igual.
EKADASHI - Décimo primeiro dia da lua nova, recomendado para jejuar ou evitar a ingestão de cereais.
EKAGRA - Quando a atenção está concentrada em um ponto determinado. É o passo prévio à prática da meditação.
G
GANAPATI – senhor dos ganas. Outro nome de Ganesha
GANESHA – na mitologia, o filho de Shiva, guardião das portas e senhor dos obstáculos, é ele quem cria as dificuldades em qualquer realização humana e só a sua aquiescência pode eliminá-las. Ganesha é a personificação dos mistérios do tantrismo, senhor da sabedoria e da prosperidade.
GAYATRI – mantra védico que todo hindu ortodoxo deve repetir nas cerimônias do fogo matinais e vespertinas. O gayatri possui muito níveis de significados.
GHI – manteiga clarificada.
GITA – escrituras sagradas em verso, em forma de diálogo, que expõem determinadas doutrinas filosóficas ou religiosas. O termo aplica-se especialmente à BHAGAVAD GITA.
GOVINDA – na mitologia hindu é o vaqueiro, um dos aspectos de Vishnu.
GUNA – originalmente, esta palavra designava a corda de um arco. Os gunas são as qualidades que definem, através de sua interação, todo o mundo manifestado.
GURU – mestre. A palavra significa literalmente pesado. Pode se interpretar como aquele cujo julgamento tem peso.

