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PRÁTICA > Básico

Postura de Lótus

A postrura padmasana é ótima para restabelecer a flexibilidade das articulações dos joelhos e t


Toda vez que alguma revista ou mídia não-especializada quer se referir ao Yoga a postura mais famosa para representá-la é, com certeza, a postura de lótus, uma das mais conhecidas do Yoga.

Esta postura é ótima para restabelecer a flexibilidade das articulações dos joelhos e tornozelos, tonificar a coluna e os órgãos abdominais, promovendo maior irrigação sanguínea na região. O Padmasana é uma das posturas mais adequadas para práticas de pranayamas (exercícios respiratórios) e meditação, pois gera estabilidade física e acalma a mente.

O significado esta diretamente ligado ao próprio significado da flor-de-lótus que é a pureza. Padma em sânscrito quer dizer flor-de-lótus e é muito usada para meditação. “O Padmasana é a segunda postura ou posição dentro da série de sete posturas especiais do Hatha e do Raja Yoga, sendo que a primeira é a Siddhasana ou da perfeição”, explica o professor Cláudio Duarte, do Instituto de Yoga Clássico, de São Paulo.

A flor-de-lótus nasce sobre águas paradas de lagos ou mesmo no lodo ou em rios fica flutuando e não se deixa tocar pela terra, pela sujeira ou por outras impurezas. Mesmo quando ela nasce sobre a terra, o que é muito raro, a flor fica acima da mesma, elevada sobre suas raízes que são muito longas e compridas, mas que não adentram na terra ou na água e se estendem por longas distâncias. Segundo Cláudio Duarte, na simbologia do Yoga, a postura de lótus é aquela que, da mesma forma que a flor, leva o praticante ao estado de pureza interior ou a espiritualidade absoluta.

“A postura recebeu este nome, em primeiro lugar pela sua simbologia de pureza interior e exterior e em segundo, pelo fato de que quando você realiza o asana, a sua imagem adquire a forma do yantra da flor-de-lótus, por exemplo, o cruzamento das pernas e dos braços, que junto à posição do corpo, forma uma imagem aproximada (não de todo) da própria flor-de-lótus”, explica o professor.

No Oriente e mais especificamente na Índia, essa flor é considerada espiritual, já que a "pureza" é uma das dez principais virtudes dos yamas e nyamas de Patañjali, no que se refere às praticas e à busca dos aspirantes e sem esta virtude ou a busca incessante da mesma, todas as outras ficam prejudicadas.

De acordo com Cláudio Duarte, as imagens indianas e do budismo estão sentadas na postura de lótus pelo fato de que tais deidades ou divindades são consideradas criaturas puras e que tal pureza é incorruptível e não pode ser atingida pela materialidade ou pelas forças ruins, e mais que isto, que estão acima do bem e do mal, da mesma forma que a flor-de-lótus. “É importante frisar também que muitas das imagens estão em siddhasana (postura da perfeição), como é o caso de Vishnu, Shiva, Brahma, Lakshmi, Sarasvati ou Parvati quando aparecem sentadas”, completa.

Aprenda a fazer o padmasana

Como para a maioria dos ocidentais executar o padmasana pode ser muito difícil no começo, o ideal é fazer alguns exercícios preparatórios para alongar os músculos. Comece com o dolasana (postura do balanço). O professor Cláudio Duarte ensina o exercício:

Deite-se no solo em savasana (postura do cadáver) , com as mãos e as pernas estendidas suavemente ao longo do corpo e mantendo a inspiração e a expiração somente pelas narinas. Após esta preparação simples e fácil, encolha as pernas sobre o abdome e segure ou abrace-as. Depois, gire devagar em ângulo de 180 graus para a direita ou para a esquerda. Quando fizer o primeiro giro, irá inspirar, quando retornar para o lado oposto, soltar o ar. Poderá repetir os movimento por 21 vezes, isto, se tiver condições, senão poderá realizar apenas uma série de 7 ou 14 vezes.

Depois desse aquecimento, o praticante deverá sentar em dandasana, ou seja, em um ângulo de 90 graus com as pernas estiradas e devagar tentar pegar os pés com as mãos. Na mesma posição, junte as pernas devagar e repetir o mesmo movimento. Por fim, dobre uma das pernas devagar, sem forçar e tentar colocar a mesma sobre a coxa oposta, o mais perto possível da virilha e após desfazer, proceder da mesma forma com a perna oposta. Esta descrição é parte da ardha padmasana. Detalhe muito importante: cuidado para não forçar muito, pois poderá machucar as juntas, rótulas, tendões e ligamentos.

“A questão da dificuldade inicial é normal, mas é necessária paciência e muita prática para se conseguir depois de algum tempo fazer as posturas. Por outro lado, há pessoas, que em função da sua própria genética, quando bem orientadas, conseguem realizá-las em pouco tempo”, explica o professor.

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